Sítio Terra e Saúde
Sítio Terra e Saúde - Sua saúde brotando da terra.
Sítio Terra & Saúde Produtos Sem Agrotóxicos. Sua Saúde Brotando da Terra. Coord. Eng. Agrônomo Jefferson Steinberg

 
01/05/1990 - *...O natural que dá certo

Com técnicas orgânicas modernas, o agrônomo Jefferson Steinberg melhorou o solo e aumentou a produção sem gastar com adubos químicos e agrotóxicos.


“Não podes entrar duas vezes no mesmo rio”, dizia Heráclito. Na segunda vez, segundo o filósofo, as águas já seriam outras.


Da mesma forma, a agricultura orgânica moderna é muito mais do que um retorno às práticas agrícolas anteriores ao advento dos adubos químicos e dos agrotóxicos.


Ela se banha nas águas da ciência.


Por isso é que o agrônomo e produtor Jefferson Steinberg prefere chamá-la de agricultura orgânica técnica. Mas não é preciso ser cientista para praticar esse tipo de agricultura. Nem agrônomo. A experiência, a leitura e o contato com outros produtores dispensam diplomas.


A agricultura orgânica defendida por agrônomos como Yoshio Tsuzuki e Ana Maria Primavesi se baseia na conservação e na saúde do solo, no grande número de espécies cultivadas – a policultura, oposta à monocultura – e na adubação orgânica. Mas os agricultores orgânicos estão abertos a todas as técnicas que ajudam a produzir alimentos saudáveis, adotadas por outras linhas de agricultura regenerativa.


O calendário biodinâmico, por exemplo, funciona muito bem, diz Steinberg. “Todas as correntes procuram melhorar o solo.


A diferença é que eu tento utilizar tudo de maneira muito técnica.


Se precisar de algum micronutriente no solo, não tenho dúvida em aplicá-lo.” Os micronutrientes (cobre, zinco, boro etc.) são usados em quantidades mínimas, em ppm (partes por milhão). Cinqüenta ppm equivalem a 50 gramas de produto por tonelada de solo. O sal específico, como sulfato de cobre ou de zinco, é misturado à água de irrigação e aplicado na lavoura, mas só uma vez, para melhorar seu nível no solo. Se alguma cultura der sinais de insuficiência de algum desses micronutrientes, pode-se fazer outra aplicação.


Saúde para as plantas


Segundo Primavesi, esses micronutrientes melhoram a resistência da planta ao ataque de pragas e doenças. Ela participou de experiências com milho que provaram que a incidência de lagartas pe menor quanto o nível de boro do solo está na faixa considerada normal. E a agricultura orgânica garante dar saúde à planta para não precisar combater as pragas e doenças.


Os agrotóxicos atuam contra pragas ou doenças mas não impedem que elas voltem a aparecer no futuro. Em vez de “medicamentos”, as plantas devem receber boa alimentação. Isso torna a agricultura orgânica bem mais complexa que a convencional. Mesmo porque a ciência ainda não sabe tudo sobre as plantas.


O que ela sabe é que o solo bem equilibrado favorece o desenvolvimento de plantas mais saudáveis.


Para manter esse equilíbrio, a agricultura orgânica não usa adubos químicos.



Adubar com NPK é dar ao solo uma superdose de nitrogênio, fósforo e potássio solúveis que dificulta o desenvolvimento de muitos micróbios benéficos ao solo.


A planta vai bem, com adubo químico, mas fica suscetível ao ataque de pragas e doenças. E aí é preciso usar agrotóxicos.


Steinberg defende a utilização criteriosa de superfosfato simples que é uma rocha fosfática submetida a tratamento químico para se dissolver na água e misturar-se ao solo. Mas na sua horta ele usa o termofosfato (rocha fosfática aquecida e moída), que se dissolve mais lentamente, sem prejudicar a vida do solo.


Maneja-se o fósforo em relação ao seu nível no solo com termofosfato ou fosfatos naturais (com o de Araxá, de Patos, de Itapira etc.), O esterco e os compostos orgânicos, que são misturas de restos vegetais e animais, contêm certa quantidade de fósforo, mas, como a maioria dos solos brasileiros é muito carente desse elemento, muitas vezes deve-se adicionar fosfatos.



Nitrogênio e potássio, no entanto, podem ser supridos simplesmente pela matéria orgânica. Steinberg tem algumas “receitas” de compostos orgânicos reforçados nesses elementos. O cálcio, mineral presente no calcário, é um nutriente que também reduz a acidez do solo. Steinberg diz que usando apenas a matéria orgânica é possível controlar a acidez, mas leva muito tempo.


 Para abreviar o processo, ele aplica calcário gradualmente. “Não é preciso chegar ao pH ideal (6.5) na primeira aplicação, nem se deve fazê-lo, pois uma mudança brusca de acidez altera demais ao ambiente onde vivem os microorganismos”, diz.


O que ele tem feito é elevar um pouco o pH só para começar o trabalho na terra e ficar acompanhando a acidez à medida que incorpora matéria orgânica. Muitas vezes nem é preciso fazer uma segunda calagem.


A matéria orgânica tem, segundo ele, um poder-tampão, que faz o solo entrar em equilíbrio, nem acidificando nem alcalinizando. A tendência natural da matéria orgânica é acidificar-se, mas o poder-tampão impede mudanças repentinas de pH.


O bom produtor sabe


O conhecimento agronômico ajuda Steinberg a saber de todas essas particularidades, mas um agricultor experiente pode olhar a vegetação nativa e saber como está o solo. Sapé é sinal de acidez, mas se nascerem beldroega e caruru é porque o solo está com bom nível de cálcio e boa fertilidade. “Depois de algum tempo”, diz Steinberg, “a gente se acostuma tanto com as hortaliças que, pelo seu aspecto, dá para saber como está o solo”.


As plantas, na verdade, revelam tudo o que está errado, basta observar. Se elas sofrem um ataque de pulgões, a praga pode ser combatida com uma receita caseira, mas o que importa mesmo é o motivo do aparecimento dos bichinhos.


Pulgão é um sugador, que vai aparecer se a seiva estiver muito carregada de açúcar. Se a irrigação for adequada, os pulgões da planta podem estar revelando a falta de algum micronutriente, que só deve ser aplicado depois de se ter a certeza de que o solo está com níveis adequados de matéria orgânica.


A receita caseira para combate o pulgão é uma calda de fumo de corda (100 gramas de fumo bem picado, deixadas de molho em 2 litros de água por 24 horas), mas Steinberg lembra que ela também é tóxica, porque contém nicotina.


As hortaliças pulverizadas com calda de fumo só podem ser consumidas depois de alguns dias, para dar tempo a que os traços de nicotina desapareçam. Se a falta de água desequilibra o ambiente, o excesso também traz problemas.


Quando chove muito, os fungos atacam as plantas. Além de a umidade excessiva ser favorável ao desenvolvimento dos fungos, as plantas ficam enfraquecidas segundo Steinberg, pela falta de luz para a fotossíntese.


Nesse caso, ele recomenda o uso de um fungicida brando, como a calda bordalesa, à base de óxido de cobre. “Mas eu nunca usei”, diz ele. Steinberg prefere conviver com o fungo, tirando as folhas externas das verduras. “Se fosse uma grande cultura, eu não hesitaria em aplicar um produto de baixa toxicidade, desses identificados por uma faixa verde.”


Por que o solo se ressente


Os problemas aparecem, portanto, quando o equilíbrio do solo é rompido, Steinberg divide essa questão do equilíbrio em três aspectos que devem estar sob constante controle.


O primeiro deles é o químico, ou seja, a correção do pH do solo. O segundo é o biológico, que pode ser verificado pela quantidade de minhocas, já que os microorganismos não são visíveis a olho nu.


Se o solo tiver muitas minhocas, os microorganismos também estarão lá. A interligação entre as condições químicas e biológicas do solo é determinada por suas características físicas, que podem se resumir à sua capacidade de receber água e oxigênio para a raiz. E aí também a matéria orgânica é essencial.


A matéria orgânica tem fibras que dão boa estrutura ao solo – ele se torna fofo, mas resistente à erosão. A terra é porosa, cheia de espaços para a água e para o ar. E a circulação de ar entre as raízes é muito importante para a saúde das plantas.


 Steinberg diz que às vezes a planta começa a dar sinais de falta de algum elemento, que, porém, está presente no solo. A planta não consegue absorvê-lo por causa da extrema compactação do solo.


Steinberg conta ter participado de experiências com macieiras, nas quais as doenças relacionadas com deficiências de cálcio foram resolvidas apenas com a aeração do solo, sem aplicação de calcário. Isso, no entanto, também pode acontecer com solo fofo, se os poros se encherem de água e ele se encharcar.


A técnica mais indicada


Steinberg sabe que está usando um implemento inadequado para a manutenção da estrutura do solo, a enxada rotativa. Ele explica que de início utilizava um burro para puxar a aiveca, mas a tração animal impedia o aumento da produção.


Às vezes, mesmo para trabalhar em um único canteiro, era preciso ir buscar o animal no pasto e aparelhá-lo para o trabalho. Sem contar que de vez em quando o bom burrico empacava. Com a enxada rotativa, o trabalho tornou-se mais simples, embora ela pulverize o solo.


Steinberg diz que quando se usa matéria orgânica os prejuízos ao solo são menores, pois o material ajuda a reestruturá-lo. A cobertura morta também é de grande utilidade, uma vez que não é preciso preparar o canteiro seguidas vezes. Passa uma vez, planta usando cobertura morta e depois vai fazendo plantio direto ate que se torne necessário incorporar mais matéria orgânica.


O ideal segundo Steinberg, seria trabalhar com cobertura morta em todos os canteiros, com bastante capim picado. Assim, a enxada rotativa só seria usada quando o solo estivesse compactado pela irrigação por aspersão que ele usa. O emprego da cobertura traz algumas vantagens significativas: retém a umidade, impede variações repentinas da temperatura do solo e evita a erosão provocada por chuvas fortes.


Além do mais, Steinberg lembra que a cor amarelada da palha ajuda a repelir os insetos. Mas, como o preparo de cobertura em toda a área – a propriedade tem 5 hectares, sendo que metade é explorada – demanda muito tempo, ele vai fazendo isso aos poucos, com capim napier e todo tipo de palhada que vê pela frente.


“Quando alguém bate feijão nas redondezas, a gente recolhe as sobras para cobrir os canteiros.”


Por não produzir nem conseguir palha suficiente para cobrir toda a área, Steinberg maneja o que tem, usando cobertura onde ela é mais necessária, como nos canteiros de tomate e couve-flor, e naqueles onde a cultura fica mais tempo – os de berinjela, por exemplo.


No inverno, quando a insolação é menor, ele não usa nenhuma cobertura, para que o solo possa se aquecer.


A palhada que estava sobre os canteiros é então incorporada pois ajuda a estruturá-lo.


Dicas para exigir mais do solo


A análise da estrutura do solo é simples. Ele tem de estar fofo quando se enfia a mão no canteiro.


O solo vem estruturado absorve a água rapidamente, sem que ela escorra, e abriga grande quantidade de minhocas.


 Para dar essas características ao solo, o composto é mais indicado. Ele “cria” os microorganismos que vão decompor outros restos animais e vegetais e solubilizar uma parte dos nutrientes presentes nos minerais do solo.


O composto tem mais microorganismos que o esterco e também maior teor de fibras que ajudam a estruturar o solo. Mas libera os nutrientes de uma forma mais lenta que o esterco, por isso Steinberg usa alternadamente um ou outro produto.


 Para acelerar a decomposição dos restos que formam o composto, ele coloca uma mistura de fungos e bactérias selecionados.


A Cooperativa Agrícola de Cotia e a Mokiti Okada Association (MOA) já estão vendendo alguns tipos desses microorganismos: usá-los não é obrigatório para produzir os compostos. E eles não são utilizados no esterco.


 Steinberg prefere adubar com esterco de galinha, que contém mais nitrogênio. Entretanto, solo fértil, bem estruturado, com pH certo e cheio de vida não basta para garantir plantas saudáveis.


Steinberg costuma consorciar plantas companheiras, que se ajudam. No mesmo canteiro, ele planta cenoura e alface, por exemplo, pois esses vegetais se auxiliam mutuamente.


Rotação de culturas


Outra técnica que previne doenças e pragas é a rotação de culturas.


Steinberg diz que entre as hortaliças pode-se generalizar, plantando uma raiz (beterraba, cenoura) depois de ter colhido folhas (couve, alface). Mas um pouco de conhecimento técnico também ajuda, como saber a família das plantas.


Ele diz que pode plantar berinjela, uma solanácea, num canteiro onde esse vegetal já tenha sido plantando um ano antes, a menos que nesse intervalo o canteiro tenha produzido pimentões ou tomates, que são da mesma família da berinjela.


A MOA prega a repetição de culturas, considerando que num bom solo se cria um relacionamento favorável entre o terreno e a planta, mas Steinberg nunca testou essa prática.


 Ele prefere fazer a rotação, que interrompe o ciclo das pragas de uma planta, pelo menos enquanto não tiver um solo com características ótimas. Depois ele pode até tentar. Embora não conheça nenhuma pesquisa sobre repetição de culturas em agricultura orgânica.


 Steinberg vê uma certa lógica na afirmação da MOA, pois num solo bem equilibrado nunca vai haver a explosão populacional de um microorganismo. E o equilíbrio microbiano é um dos fatores da redução da incidência de pragas na agricultura orgânica.


A busca de novas metas


Há varias outras experiências que Steinberg pretende fazer, desde a produção de frutas e cereais até o plantio de tomate, que já vem tentando há tempos. Quanto aos tomates, ele teve algumas dificuldades, porque o excesso de umidade da época e da região prejudicou as experiências. Mas elas continuam.


De todo modo, Steinberg não tem terra suficiente para plantar tudo o que gostaria, mesmo porque tudo metade de sua propriedade é intocável: está coberta pela vegetação nativa que ele preserva como quebra-vento e refúgio de muitas espécies inimigas naturais das pragas.



Para conseguir maior área de plantio, ele pretende leva a agricultura orgânica a outros produtores que queiram abandonar o plantio convencional.


São muitas as dúvidas de quem começa a praticar essa agricultura, segundo Steinberg, e ele diz estar amadurecendo a idéia de dar assistência técnica aos interessando, e até ajudá-los a vender a produção. Mas antes de se preocupar com isso confessa ter muito por fazer na sua propriedade.


Por falta de recursos, ainda não terminou o sistema de irrigação e não fez um canteiro de minhocas para a produção de húmus. Tampouco pôde começar a criar galinhas poedeiras.


A galinha é uma recicladora. Ela come os restos de verdura e devolve o esterco. “Só assim a produção de ovos pode ser bom negócio, pois economiza-se muita ração”, diz Steinberg. Mas sem ração não há ovos.


Na natureza, as aves comeriam insetos que lhes forneceriam a proteína necessária: mas em sistemas de criação, mesmo com as galinhas soltas numa pequena área, é preciso dar ração.


Steinberg está aguardando as normas técnicas de produção animal da Associação de Agricultura Orgânica para, quando for a hora, decidir sobre o sistema de criação e saber qual a ração recomendada. Por enquanto, ele quer consolidar o trabalho com hortaliças.


Afinal, são 200 caixas semanais com oito a dez variedades de vegetais cada uma que ele manda entregar nas casas e vende na propriedade e na terra orgânica de São Paulo.


Alternativas de venda


O sistema de venda é crítico para a agricultura orgânica. O melhor jeito é a venda direta ao consumidor.


Jefferson Steinberg testou diversas formas de distribuição, desde o Ceagesp e as feiras-livres até as lojas de produtos naturais, e concluiu que as duas melhores são aquelas em que o consumidor conhece o produto e o produtor.


Por isso, optou pela feira que a Associação de Agricultura Orgânica promove todas as semanas no Parque da Água Branca e pela entrega das cestas a domicílio.


 A feira tem o aval da AAO, e o consumidor sabe que não será ludibriado.


A divulgação das cestas é feita pelos próprios compradores, que confiam na procedência e na qualidade dos produtos.


 Steinberg entrega 120 cestas, vende outras trinta diretamente na propriedade e mais umas trinta ou quarenta na feira orgânica. Ele também fornece para um restaurante vegetariano, mas em pequena quantidade.


O preço, segundo Steinberg, deve ser o mesmo dos vegetais produzidos pela agricultura convencional. “Nosso consumidor é a dona-de-casa, que compara preços”. Ele é contra a estratégia de vender mais caro como produto diferenciado e diz que, se quiser crescer, a agricultura orgânica precisa vender barato e para todos.


Consumidor: como satisfazê-lo


Difícil é administrar a produção para compor as cestas. São necessárias de oito a dez variedades por semana em quantidade suficiente para duzentas porções. “Não adianta ter duzentos chuchus e pôr um em cada cesta.


 A dona-de-casa precisa de pelo menos três chuchus grandes para preparar um prato”, diz Steinberg. Ele diz estar sempre preocupado com o consumidor, por isso não pode repetir todos os vegetais da cesta da semana anterior.


Steinberg conta que deixou de atender clientes que não entendia a impossibilidade de produzir todos os vegetais em qualquer época do ano sem recursos artificiais. Mesmo assim, ele procura plantar o maior número possível de variedades, inclusive milho-doce, ervas para tempero (salsinha e cebolinha) e algumas medicinais como camomila e erva-doce.


Toda essa produção não vem apenas da propriedade de Steinberg;


Uma parte dos vegetais é plantada na chácara que ele arrendou do especialista em agricultura orgânica, o agrônomo Yoshio Tsuzuki. Quatro empregados cuidam da propriedade em Ibiúna e outros seis tocam a arrendada, num município próximo – Cotia, SP -, onde uma parte da produção é vendida no local.


Steinberg admite que precisaria contratar mais um funcionário, por causa do volume de trabalho As caixas são preparadas e distribuídas duas vezes por semana, e a cada viagem um empregado acompanha um motorista na entrega.


Além disso, toda semana, aos sábados, dia de feira, Steinberg faz questão de levar um dos empregados. Esse contato com o consumidor, segundo ele, faz com que os funcionários dêem mais importância ao trabalho que fazem e conheçam um pouco dos hábitos do consumidor. “Assim eles se dão conta de que não adianta plantar mostarda ou maxixe quando o consumidor que cenoura e beterraba.”


As despesas com mão-de-obra em março ficaram em 250 000 cruzeiros, segundo Steinberg. Todos os salários estão acima do mínimo, e todos os empregados da sua propriedade moram no local.


Ele também está estudando uma forma de participação nos lucros, que deverá incentivar os funcionários a se tornarem cada vez mais eficientes. Steinberg ainda não tem um cálculo de custo de produção, porque até agora só tinha a conta de despesas, onde entravam também os investimentos.


Mas ele confirma que o negócio é bom se o produtor  utilizar corretamente a mão-de-obra que, a seu ver, é a mesma para 100 ou 200 caixas por semana. “A longo prazo”, diz Steinberg, “o investimento no solo é o mais importante, pois a sua melhoria com práticas orgânicas elimina o custo com inseticidas e fungicidas, ao contrário do que acontece com a agricultura convencional, na qual o solo piora, a produtividade cai e o custo sempre aumenta. Mas para que se possa melhorar o solo, é preciso ter lucro a curto prazo.”


Se Steinberg está nessa atividade desde 1987, é porque certamente dá para ganhar dinheiro


MANUAL DE AGRICULTURA ORGÂNICA...


Maio 1990


NOV/2006

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